cantando o amor

 

 

 

 

Foto cedida por Hermedo E. Wagner

 

CANTANDO O AMOR

 

versos soltos/modinhas

     

Eu sou a flor à beira do caminho

e você o vento que passa,

despenteia meu cabelo,

vai embora e me deixa sozinha

a chorar pelo seu amor.

 

Você é o garboso cavalheiro

que de espada em punho fechado

passa orgulhoso,  altaneiro

pelos caminhos de minha vida

deixando um rastro de desamor.

 

Eu sou o cálice que o recebe

como se fosse uma concha d’oiro

que o aconchega, que o embebe

para torná-lo um forte guerreiro

e assim quebrar-me com muita dor.

 

Você é o navegador, guerreiro dos mares,

que me nega abrigo em sua barca

me fecha as portas da sua casa,

por medo e covardia, fugindo dos ares

que  lhe prenderão num grande amor.

 

Eu sou a fruta que mata a sua fome,

a luz que ilumina a sua noite,

a água que mata a sua sede.

Eu sou a mulher que você ama

e que  por covardia,  abandona.

    

 ailecaniger -Regina Célia

Direitos Autorais Reservados

 Escrita em 28/09/2000.

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