o amor

 

 

Foto cedida por Hermedo E. Wagner

 

O AMOR

 

O amor tem seus próprios caminhos,

ele chega... assim devagar...parece brincadeira,

sorri, talvez,... ou quem sabe lamenta, inventa,

oferece, se nega, busca, foge, ...

e de repente como louco desvairado

em guerra surda, luta sem armas,

de peito aberto, se entrega, se mata,

para depois fugir...quem sabe com nojo

do próprio sangue que derrama

no leito da terra não virgem,

esquecendo-se que o ventre que se abre

não é o da vaidade, que se poupa,

que se nega, mas sim da mãe,

que afaga, que se doa,

simplesmente porque sabe amar.

 

O amor está no olhar que relutante se afasta.

Talvez no sorriso que espontâneo se dá.

Talvez na palavra de conforto que se oferece,

na frase do que pede auxílio,

ou, ... na mão que aberta se estende

num gesto amigo.

 

 

dezembro de 1979 – reginacélia – ailecaniger

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