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 Augusto dos Anjos

 

Soneto

 

Adeus, adeus, adeus! E, suspirando, 
Saí deixando morta a minha amada, 
Vinha o luar iluminando a estrada 
E eu vinha pela estrada soluçando. 

 

Perto, um ribeiro claro murmurando 
Muito baixinho como quem chorava, 
Parecia o ribeiro estar chorando 
As lágrimas que eu triste gotejava. 

 

Súbito ecoou do sino o som profundo! 
Adeus! - eu disse. Para mim no mundo 
Tudo acabou-se, apenas restam mágoas.

 

Mas no mistério astral da noute bela 
Pareceu-me inda ouvir o nome dela 
No marulhar monótono das águas! 

Augusto dos Anjos

 

Recebido por e-mail de Fatos e Letras Paraibanos

 biografia deste poeta 

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Autora: ReginaCélia - Direitos Autorais Reservados